A solidão que acompanha os CEOs e fundadores
No ano passado conheci uma empresa de TI que chegou a ter mais de trinta colaboradores, e por desentendimento, alguns sócios saíram, e uma nova acionista chegou à sociedade e foi levada a CEO. Com o passar do tempo, começou a tomar todas as decisões sozinha, não porque queria, mas por apatia dos outros sócios. Esta é a dolorosa realidade de muitos líderes*.
Recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a solidão já é uma epidemia global, destacando seus impactos devastadores na saúde física e mental. No Brasil, 1/4 da população enfrenta a mesma realidade. A solidão empresarial é uma extensão crítica do problema, só que mais grave, pois decisões são tomadas por empresários emocional e mentalmente debilitados.
O Japão trata a solidão como saúde pública desde 2021, onde foi criado o ministério da solidão. Já no Reino Unido, o ministério da solidão foi criado em 2018; apesar de extinto, o problema persiste. O mundo precisa estar alerta.
Com 25% da população brasileira se sentindo sozinha, é possível que muitos líderes empresariais estejam entre esses números, enfrentando a pressão de liderar sem apoio efetivo de seus sócios, ou como empreendedor solitário.
Nas pesquisas “Startups Mindscape 2024” e “Cabeça do dono – 2024”, em ambas, a solidão na tomada de decisões e o desejo de passar mais tempo com a família foram unânimes.
A solidão ampliada pelas Redes Sociais
As redes sociais não afetam somente as pessoas físicas, mas também as empresas. Assistimos à exposição de empresários bem-sucedidos, comparamos de imediato com as nossas empresas, mas esquecemos de centenas de milhares de negócios que estão tentando sobreviver. Recentemente assisti a uma entrevista de uma empresária admitir um relacionamento virtual com uma IA. Que ponto atingimos!
Solidão e vulnerabilidade empresarial: Riscos
A solidão reduz a criatividade e inovação porque inibe ambientes colaborativos, diminui o vínculo emocional com a empresa e eleva o risco de burnout. Para o empresário e/ou CEO, a tomada de decisões solitárias pode aumentar os riscos com escolhas impulsivas e dificuldade em delegar.
Não seja resiliente, seja antifrágil
Ser resiliente na solidão é continuar enfrentando tudo sozinho, mas a que custo? Sua saúde mental e física. Não deixe a solidão empresarial se tornar um estado de espírito; a antifragilidade vai te levar a outro nível.
O que você pode fazer:
Somos seres sociais por natureza. Procure apoio de alguém com experiência empresarial, um profissional que já passou pelo que você está passando. Um conselheiro profissional que possa lhe apoiar na visão estratégica, trazer qualidade nas decisões, na articulação de alianças e na mediação de conflitos. E principalmente: busque maior equilíbrio pessoal e profissional. Não deixe de tirar férias com sua família.
A solidão dos CEOs e fundadores não precisa continuar, busque apoio! O Conselho360 está apto a apoiá-lo.
Compartilhe aqui sua experiência. Juntos poderemos transformar essa realidade.
*infelizmente a empresa não sobreviveu.
Antifragilidade: https://tinyurl.com/3rzh2r8f


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